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ATENÇÃO!

03/06/2026

O Sindicato dos Metalúrgicos de Matão recebeu com preocupação o comunicado

divulgado pela Bambozzi, que tenta atribuir ao Sindicato e aos trabalhadores a responsabilidade

pela paralisação das atividades da unidade Soldas. A verdade dos fatos é outra.

Desde o início, o Sindicato vem buscando diálogo e soluções que garantam segurança aos

trabalhadores diante da transferência da operação para outra empresa do grupo na cidade de

Taquaritinga, o que altera significativamente nas condições do contrato de trabalho e interfere

diretamente na rotina familiar e social dos empregados.

Os trabalhadores não entraram em greve por capricho ou por oposição à

continuidade da empresa. A greve foi aprovada democraticamente porque permanecem

dúvidas e inseguranças sobre o futuro dos empregos, dos direitos e das condições de

trabalho.

É importante destacar que, mesmo após a rejeição da última proposta apresentada pela

empresa, o Sindicato não encerrou as negociações. Ao contrário, notificou formalmente a empresa

propondo novos encaminhamentos para viabilizar um acordo. Entre eles, a solução para os

depósitos de FGTS em atraso, garantias específicas para trabalhadores em situação de maior

vulnerabilidade e alternativas de transferência para outras empresas do grupo.

Portanto, não procede a tentativa de atribuir ao Sindicato a responsabilidade pelo

fechamento da unidade. O que os trabalhadores reivindicam é simples: garantias.

Se a empresa entende que não é possível manter as atividades da unidade Soldas em

Matão, deve assumir a responsabilidade pelas consequências dessa decisão empresarial. Não é

justo que o trabalhador seja colocado diante de apenas duas opções: aceitar uma

transferência cercada de incertezas ou pedir demissão.

O Sindicato defende que a empresa apresente condições claras para que cada trabalhador

possa decidir livremente seu futuro. E, caso a própria empresa esteja tornando impossível a

continuidade dos contratos nas condições originalmente pactuadas, ela deve assumir os custos das

rescisões ou absorver esses trabalhadores nas demais unidades do grupo que continuam operando

em Matão.

Os trabalhadores não estão pedindo privilégios. Estão exigindo respeito,

transparência e segurança para suas famílias.

O Sindicato permanece aberto ao diálogo e à construção de uma solução negociada, mas

jamais abrirá mão da defesa dos direitos da categoria.

Quem cria a insegurança não é o trabalhador que reivindica garantias.

Juntos Somos Mais Fortes!


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SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE MATÃO
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